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Manual de Compra - Automóveis Usados



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Onde comprar o seu carro usado
Não faltam opções na hora de buscar um semi-novo no mercado. Veja qual é a melhor para você.

Escolha seu novo carro

A primeira opção para quem vai comprar um modelo usado é ir até uma concessionária ou loja independente. Existe, também, a opção de encontrar o seu futuro carro na mão de um particular, descoberto nos classificados de jornais ou da internet.

A vantagem da aquisição em lojas ou concessionárias é o fato de que os estabelecimentos são obrigados a oferecer garantia do carro, além de haver um maior controle quanto à sua origem. Além disso, com alguma habilidade na negociação, você pode conseguir uma “colher de chá” na valorização de seu veículo atual com a loja – que usará esse recurso na tentativa de concretizar a venda.

O ponto negativo de concessionárias e lojista é que normalmente o valor cobrado pelo veículo é maior, já as empresas estão revendendo um carro que foi adquirido no mercado e precisam incluir o seu lucro na transação.

E se por um lado, ao adquirir um carro de particular, você pode encontrar um preço mais baixo, por outro isso requer mais atenção. Afinal, não há garantia (embora, em último caso, você possa recorrer à Justiça Comum se vier a se sentir enganado) e por isso é preciso checar a situação do veículo – tanto da parte mecânica como da parte legal.

Outro ponto a se atentar é que, em geral, quem vende o próprio carro tende a negociar um desconto quando vê dinheiro à vista.

Feirões – Há também a opção de buscar seu carro em feirões ou eventos especializados na venda de usados. Nesses casos, resista à tentação de um preço convidativo e evite fechar negócio na hora: nem sempre dá para fazer test-drive ou verificar com segurança qual a procedência do carro.

Nesses eventos, ofertas particulares estão misturadas com as de lojas ou negociantes clandestinos. Comprar mesmo, só depois da oportunidade de fazer um exame minucioso no veículo e estar totalmente seguro de sua procedência.

Outra forma de comprar é através dos leilões. Esta modalidade, no entanto, é ainda mais arriscada e não é indicada para leigos. Muitas vezes, carros de leilão foram recuperados de companhias seguradoras (são veículos que foram roubados, batidos ou podem ter vindo de uma frota rodada de alguma empresa) e o interessado não pode sequer dar uma volta com o carro. Os leiloeiros têm a obrigação de informar o estado do veículo, mas só com muito conhecimento de causa para, nessa situação, fazer um bom negócio.


Usados de locadoras
Semi-novos vendidos por locadoras podem ser um bom negócio para quem deixa o preconceito de lado



Dicas de carros usados de locadoras

Na compra de um carro usado, o futuro dono quer ter certeza de que o automóvel está com carroceria, mecânica e documentos em ordem. Antigamente, a única fonte de carros nessas condições era uma loja de confiança ou um conhecido cuidadoso que trocasse de modelo constantemente. Agora as locadoras de veículos também fazem parte dessa lista. Apesar de o foco das locadoras ser o aluguel, elas entraram no mercado de venda de usados porque têm uma necessidade permanente de renovar sua frota.

Isso significa que não é difícil encontrar semi-novos de locadora à venda em excelente estado de conservação. As empresas estabelecem um limite de uso para os carros, que varia em torno de um ano ou 40 mil quilômetros. E, como as locadoras compram seus veículos diretamente das montadoras e em grandes quantidades, elas conseguem ótimos descontos, o que permite a redução do preço na revenda, além da garantia de que as revisões foram sempre efetuadas. E não são apenas as grandes redes que repassam ao público seus semi-novos: as locadoras regionais também atuam nessa área.

O maior problema desse negócio é o preconceito contra carros que, apesar de terem um único dono, passaram pela mão de dezenas de motoristas. É por isso que as locadoras têm de praticar preços mais baixos para atrair os consumidores. Mas vale dizer que essa fama não é justificada, já que todos os automóveis têm procedência garantida e, segundo as empresas, carros batidos ou com reparos sérios não são vendidos.

Assim, os modelos expostos nas lojas têm a garantia da empresa de não ter passado por reparos graves, mas isso varia um pouco dependendo da empresa. Na Localiza, qualquer carro batido – seja um amassado na porta, seja um acidente grave – segue para os leilões. Já a Avis e a LocarAlpha consertam os pequenos amassados, deixando para os leilões apenas os casos mais graves. Por isso, vale se informar da política da locadora antes da compra.

A placa não engana.

Antes de comprar, lembre-se de que um usado de locadora sempre terá valor de revenda menor. Por isso é importante que o preço esteja baixo da média. Mesmo que a cidade que consta na placa seja trocada (para pagar menos IPVA, eles são emplacados em Belo Horizonte, Curitiba ou Palmas), as três letras denunciam seu estado de origem. Se no futuro for revender a um lojista, ele vai saber disso. Depois vem a pesquisa pela internet.

As locadoras geralmente tem sites no qual é possível pesquisar preço e ver fotos. Segundo os vendedores, alguns carros que estão há mais de 30 dias no pátio das lojas têm preços reduzidos. Por isso, às vezes vale monitorar os sites para saber se esses preços caem mais ainda. Mesmo assim, nunca feche negócio sem ver o carro pessoalmente.

A internet esconde estofados em mau estado, com cheiro de cigarro, riscos, amassados, entre outros problemas. Fuja de cores exóticas ou dos brancos, a não ser que você não tenha preocupação com a revenda e pretenda ficar com o carro por muito tempo. Modelos assim são comuns nas locadoras, mas sua revenda é bem mais complicada. Evite também as versões muito simples. Boa parte dos carros à venda vem com ar-condicionado, mas não tem sequer limpador e desembaçador traseiro. Ou seja, vão dar trabalho na revenda, pois no mercado de usados modelos com ar em geral são bem equipados.


Dicas para avaliar o usado antes da compra
Os sinais que informam sobre o passado daquele que pode ser o seu futuro carro.



Saiba analisar um carro usado

Com tanta oferta de modelos e condições de pagamento, comprar um usado ficou muito fácil.

Difícil mesmo é avaliar se o veículo que você escolheu está em bom estado ou esconde surpresas desagradáveis embaixo do capô ou sob a pintura.

Se você não tem à disposição um mecânico ou funileiro, que podem dar detalhes mais específicos sobre motor ou lataria, o jeito é apelar para algumas dicas que ajudam a não entrar em uma roubada.

Funilaria e pintura

Em dia de chuva os defeitos não aparecem, já que gotas de água escondem as imperfeições da lataria e pintura. Procure analisar o futuro carro no Sol, com uma luz homogênea.

Para achar imperfeições, ondulações na chapa e desalinhamento das portas, olhe o automóvel de frente, encoste o rosto no pára-lama e analise a lateral. Depois passe o dedo no vão das portas e a distância tem de ser a mesma em toda a extensão. Se um lado tiver espaçamento menor que o outro, o carro pode ter sido batido e mal desamassado.

Para verificar batida na dianteira, abra o capô e analise o cofre do motor (as paredes devem estar sem ondulações e a pintura não pode estar nova em folha). Além disso, os parafusos internos de fixação do painel da grade devem ser da mesma cor do veículo. Meça com o dedo o vão entre o capô e o pára-lamas (diferenças gritantes indicam que o capô foi retirado ou que o pára-lamas foi trocado).

Marcas diferentes nos faróis e lanternas indicam que a peça original foi quebrada e que o carro foi batido. Observe, também, marcas de tinta em nessas peças e grades (algumas oficinas não desmontam a lataria e empapelam as peças para ganhar tempo).

Se der, destaque a borracha dos batentes das portas. Por baixo, devem estar apenas os pontos de solda originais de fábrica. A distância varia de 5 a 10 cm. Se faltarem pontos, a lataria foi reparada. Você também pode passar a mão por baixo e uma pequena linha com relevo é sinal de tinta nova.

Parte mecânica e interior

Esqueça o hodômetro, já que os velocímetros digitais são mais fáceis de serem adulterados

Por dentro, é importante checar o pedal do freio. Se estiver nitidamente desgastado, deve ter mais de 60 ou 70 mil km. Se o volante ou cambio estiverem lisos, sem a rugosidade do plástico, estão gastos. O tecido dos bancos também deve ter o gasto normal do tempo.

Por fora, balance o carro apoiando as mãos sobre cada pára-lama. Se, ao retirar a pressão, o balanço continuar, é que os amortecedores já estão desgastados.

Verificar os pneus. Marcas diferentes e desgaste irregular são sinais de desalinhamento ou problemas na suspensão.

Motor

Desconfiar da aparência impecável, pois pode esconder algum vazamento. Olhe próximo às juntas do cabeçote, pois a presença de óleo pode indicar um simples reaperto ou até o empenamento da peça.

Verificar o nível e o aspecto do óleo (muito escuro e abaixo do nível, o motorista é pouco cuidadoso).

O filtro de ar deve estar limpo e com pouco uso.

Ao ligar o carro, se o motor demorar para funcionar, é mau sinal (bicos injetores estão entupidos).

Peça para alguém acelerar e vá olhar o escapamento. Precisa estar preto de fuligem. Se estiver melado de óleo, precisa de reparo. Se a fumaça for densa, branca ou azul-clara, o veículo está queimando óleo).

Pneus

Muitas pessoas adquirem um automóvel sem prestar atenção no custo de reposição dos pneus. Em veículos populares os quatro pneus custam em média 600 reais. Num sedã médio, passam dos 1 000, mas em alguns importados um único pneu pode custar até o dobro dessa quantia. Verifique também se o carro conta com macaco, chave de roda e estepe: em alguns casos eles estão ausentes, pelo fato de o carro estar equipado com pneus do tipo run-flat, caso dos BMW.

Ar-Condicionado

Ele já é um equipamento relativamente popular, mas poucos sabem que ele precisa ser acionado regularmente para evitar que alguns de seus componentes estraguem por falta de uso. O mais caro deles é o compressor, cujo preço costuma variar de 900 a 4 000 reais. Também pode ocorrer o vazamento do evaporador, situação em que o custo de mão de obra para desmontar o painel (em torno de 1 000 reais) é praticamente o dobro do valor da peça. Se o problema for só a falta de gás refrigerante, não é sério, pois sai por menos de 150 reais. Também vale a pena conferir o funcionamento dos botões e do display, no caso de ar-condicionado digital.

Airbag

Muitos veículos batidos retornam às ruas mesmo depois que tiveram sua perda total declarada pela inviabilidade econômica da reposição dos airbags e dos pré-tensionadores dos cintos de segurança. Quando há um problema nos módulos, sensores ou dispositivos pirotécnicos, uma luz de acende no painel para indicar a avaria. Mas comerciantes inescrupulosos simplesmente a desligam. Na maioria dos casos, a seguradora nem aceita a cobertura de veículos nesse estado. O truque é verificar se a luz do sistema acende e apaga logo após virar a chave no contato. Se isso não ocorrer, caia fora. Ou leve-o a uma concessionária para verificar se todo o sistema está em ordem, pois o custo total de reposição pode ultrapassar os 20 000 reais, se depois tiver de instalar airbags novos.

Tração 4X4

Na maioria dos utilitários esportivos modernos, a tração 4x4 depende do bom estado da corrente de transmissão localizada no interior da caixa de transferência. Ela costuma ser danificada por falta de lubrificação ou por uso incorreto. É mais fácil identificar uma corrente gasta em veículos com sistema de tração permanente, pois ela escapa com facilidade, gerando trancos na condução do veículo. O reparo gira em torno de 2 500 a 3 000 reais, incluindo a mão de obra.

Freios ABS

A melhor maneira de verificar seu funcionamento ainda é simular uma frenagem de emergência. Nessa hora, o motorista deve sentir o pedal de freio pulsando acompanhado de um ruído característico. Avarias também são identificadas por uma luz no painel, outra vítima dos comerciantes inescrupulosos. Um módulo eletro-hidráulico pode muitas vezes superar os 3000 reais, ao passo que cada sensor de roda custa em média 400 reais.

Câmbio Automático

Em geral ele é muito confiável, mas não está livre de apresentar problemas. Um teste simples é movimentar a alavanca entre as posições N e D com o motor ainda frio: a alavanca deve ter curso livre e suave, e o câmbio deve carregar e começar a movimentar o carro sem o auxílio do acelerador (o chamado creeping) em no máximo 1 segundo. Em movimento, não deve haver trancos nas mudanças nem patinagem excessiva, especialmente em aclives. Uma revisão completa com substituição de componentes custa de 4 500 a 6 000 reais.

Central Multimídia

Vale o mesmo cuidado em relação ao display do ar-condicionado digital, principalmente no caso de telas sensíveis ao toque, que exigem mão de obra especializada. Em muitos casos a exposição a vibrações, variações de temperatura e umidade acabam por abreviar a vida útil desses componentes, resultando em um computador de bordo ou aparelho de som inoperante. Muitas vezes é preciso trocar toda a central multimídia, reparo que pode chegar a 3 000 reais.

Bancos com acionamento elétrico

Verifique se todos os comandos funcionam e se não está faltando nenhum botão de acionamento. Trata-se de um componente muito difícil de ser encontrado no mercado. Um servo elétrico queimado custa em torno de 1 400 reais, fora a mão de obra.

Teto solar

Outro item fácil de ser verificado, ele deve operar suavemente, sem trancos ou engasgos. Rangidos e estalos indicam mecanismo danificado ou com lubrificação deficiente, exigindo os cuidados de um especialista. Ferrugem na chapa ou nos mecanismos é um claro indício de falha na vedação e/ou mau uso. O reparo do teto solar raramente custa menos de 1000 reais, podendo alcançar o dobro ou o triplo desse valor, dependendo das avarias.

Borrachas de vedação

Dois sintomas de falha na vedação são o barulho de vento entrando pelas portas quando se trafega acima dos 80 km/h ou a infiltração de água mesmo em dias de garoa leve. Além do aborrecimento, a borracha de vedação original de uma única porta custa em torno de 100 reais para um automóvel popular, valor que pode chegar a mais de 500 reais em um importado. Vale ressaltar que é bom prestar atenção especial na vedação do teto solar.


Negócios pela Internet



Hoje é difícil pensar em adquirir um automóvel sem recorrer à internet. A rede é um dos principais canais de busca, compra e venda de veículos - e de informações sobre o mercado -, indo muito além dos sites oficiais das fabricantes. Quem já usou a web para esse tipo de negócio sabe como ela pode ser prática e fácil de usar.

Tomando os cuidados necessários, não tem como negar que a internet é uma grande facilitadora de negócios. Ela permite que pessoas de diferentes cidades e estados conversem, negociem e fechem negócios com proprietários de veículos que estão a mais de 1 000 km de distância, por exemplo. No entanto, assim como em todo negócio, é preciso atenção em alguns pontos.

Em primeiro lugar, nunca se deve fazer depósitos ou adiantamentos sem ter a certeza de que o anunciante é idôneo. Para isso é preciso se certificar da existência do veículo e seu estado de conservação. Nesse caso, nada substitui o contato pessoal. Antes, no entanto, pesquise sobre a veracidade do endereço e o telefone do anunciante. Evite fornecer dados importantes em computadores públicos. Quando o site em que vai anunciar o veículo não é tão conhecido, o melhor a fazer é procurar saber se ele tem credibilidade e se está relacionado com alguma marca conhecida. Outra dica é verificar se grandes fabricantes de veículos anunciam nele.

Quando for anunciar, inclua fotos do veículo, de preferência com um fundo neutro - um muro branco ou um ambiente que não chame mais atenção que o próprio carro. Ou seja, evite fotos genéricas de catálogos, revistas ou sites - as chamadas imagens de divulgação.

O efeito delas é quase o mesmo de um anúncio sem foto. Pense: quando você está no papel do comprador, não prefere ver o veículo que está sendo ofertado, em vez de uma simples imagem ilustrativa? A foto é essencial para que quem está realizando a busca por um modelo tenha certeza de que o carro anunciado é o mesmo que está sendo vendido e esteja nas condições descritas. Na negociação, a imagem do veículo pode revelar informações importantes sobre o estado de conservação e nível de equipamentos, por exemplo.

Outro conselho é desconfiar de ofertas muito abaixo do preço de mercado para veículos novos ou usados. Sorteios e heranças são artimanhas muito usadas para explicar preços "imperdíveis". Na verdade, em geral costuma ser o indicativo de grandes roubadas. Evite ofertas de pessoas que afirmam ser funcionárias ou intermediárias de fabricantes. As fábricas não autorizam, em nenhuma circunstância, que seus funcionários comercializem veículos novos. Existem preços bastante atraentes, mas não há milagres. Por isso é imprescindível munir-se do máximo de informações a respeito do veículo que pretende adquirir, checando CPF ou CNPJ do vendedor, Renavam, placa e todos os dados possíveis.

Imagem falsa, é outra estratégia comum para chamar atenção na internet é fazer anúncios incluindo no título preços menores, para apenas depois explicar no texto que se trata da entrada. Incluir no título o valor integral do veículo é o ideal. Anunciar um carro pelo valor de entrada apenas para chamar a atenção do consumidor não é a melhor maneira de negociar um veículo. Esse chamariz pode causar frustração a quem está no momento de compra e gerar um sentimento negativo em relação à pessoa ou à loja que está anunciando. Muitas vezes o dinheiro da compra já está pré-definido e a negociação tem grandes chances de não se concretizar nesses casos.

Tudo bem que uma das grandes jogadas da internet seja promover o encontro de vendedor e comprador de cidades distantes. No entanto, é preciso calcular se o deslocamento e os custos envolvidos na viagem serão compensados pelo bom negócio fechado. Outro trunfo da rede é permitir que se encontrem veículos muito específicos, verdadeiras raridades no mercado. Por fim, vale lembrar de tomar alguns cuidados básicos com relação à segurança. Não é porque você está lidando com a internet que o ambiente é mais ou menos seguro. O mundo on-line e o off-line têm suas peculiaridades. Mas, em razão do mundo em que vivemos, os cuidados devem ser redobrados.

Entre as precauções está não marcar encontro em locais isolados (preferindo lugares públicos com movimento, de preferência próximo a um cartório, para cuidar da papelada) e ir sempre acompanhado. Para se sentir mais seguro, você pode pedir antes do encontro o número de um telefone fixo, para reduzir as chances de que o futuro comprador possa ser um golpista ou ladrão. Como diz o ditado, é sempre melhor prevenir que remediar.


Test-drive para comprar um carro usado
Confira o que você precisa avaliar na hora de adquirir um seminovo.

Dicas para fazer test-drive em um carro usado.

Quando você vai em uma loja e pede para fazer um test-drive em um carro, todo vendedor de carros usados tem à mão um percurso pré-determinado para seu cliente experimentar o futuro automóvel. Mas nada impede que você peça alterações ou proponha o seu próprio itinerário.

Para fazer test-drive de um carro usado, algumas dicas são imprescindíveis para você avaliar o estado do veículo. A primeira delas é analisar o interior do veículo e avaliar o conforto na posição de dirigir.

Ao sair com ele nas ruas, preste atenção nos ruídos e escolha um percurso que ajude a descobrir o estado da suspensão.

Procure fugir de asfalto muito novo ou rua de paralelepípedo, que não representam a situação normal de sua rotina. Ao passar por uma lombada, acelere para avaliara a resposta do conjunto. Rangidos são maus sinais.

Ao encarar uma subida, pare o carro totalmente e saia novamente. Se o motor pedir para acelerar muito, o conjunto está desgastado. O mesmo vale se o automóvel trepidar. Já em uma reta com pouco tráfego e plana, verifique o alinhamento observando se o carro sai da trajetória ao soltar o volante.

Em testes de frenagem, se o carro pender para um dos lados, pode haver problemas no freio ou na suspensão. Se a carroceria “cumprimentar” demais, inclinando-se para frente, os amortecedores estão velhos e ineficientes. Para testar o ABS, freie forte (atenção: certifique-se de que não vem ninguém atrás). As rodas não podem travar e o pedal deverá trepidar (mas somente nos carros com ABS).

No câmbio, fique atento aos barulhos estranhos. Engate e desengate todas as marchas várias vezes e veja se os engates estão bons. Dirija com o motor em várias rotações, pois há ruídos que só se manifestam em determinados regimes de giro. Veja se não há variações de marcha-lenta com a ajuda do conta-giros.

Em SUVs, picapes ou jipes, teste o acionamento da tração nas quatro rodas e cerifique-se de que o acoplamento ocorreu. Além disso, teste todos os itens internos, como ar-condicionado, vidros e travas elétricos, desembaçador traseiro, entre outros.

Por fim, faça curvas abertas e fechadas e preste atenção na folga do volante, na capacidade do esterço e na inclinação da carroceria.


Anúncios enganosos



Único dono, completo, ótimo estado... São palavras facilmente encontradas em classificados na internet ou em jornais. Mas às vezes é preciso paciência na pesquisa das melhores ofertas e um pouco de sensibilidade para desvendar os significados das palavras nos anúncios, a fim de fugir das armadilhas ocultas sob uma bela seleção de fotos e frases de efeito. O comprador deve fazer perguntas que o ajudem a identificar se o veículo - tal como foi anunciado - atende às suas necessidades, como preço, quilometragem, opcionais, além do estado geral do veículo. O segundo passo é certificar-se de que pode ver o carro pessoalmente, mesmo que o anúncio tenha foto.

Não há dúvida de que as fotos foram um grande aliado na busca de um usado em anúncios, mas é necessário cautela para avaliá-las corretamente, para que o comprador não perca um tempo precioso indo até a loja para verificar um veículo cujo estado real é bem diferente do que se viu nas imagens.

O primeiro cuidado é diferenciar os veículos que foram fotografados à luz do dia daqueles que estão em garagens cobertas ou dentro de lojas. Evite anúncios em que a carroceria não é mostrada por inteiro ou que esteja em ambientes escuros. Tente ver os reflexos nas laterais para identificar latarias onduladas ou portas desalinhadas. Dê preferência a anúncios que tenham fotos grandes e variadas, pois em tese o dono desse carro não tem muito a esconder.

Ao telefonar, cheque se o veículo contém tudo aquilo que foi divulgado. Não é raro o comprador inspecionar o automóvel ao vivo e ouvir o vendedor dizer depois que o espelho elétrico ou o ABS que estava anunciado foi um engano de alguém da loja.

O comprador deve ficar atento aos preços abaixo do mercado com a justificativa de que são frutos de sorteio, herança ou brinde. Essas são algumas das artimanhas usadas para explicar preços imperdíveis e desconfie de ofertas de quem diz ser funcionário de fabricantes. Pode ser um golpe.


Jogo de palavras

Para alguns, para vender um usado vale tudo, inclusive certo exagero para ressaltar as qualidades do carro.

Único dono ou carro de diretoria
O carro ter um único dono ou ter sido usado pela diretoria de uma grande empresa não quer dizer que ele esteja em bom estado. Para confirmar se o veículo teve um só dono, verifique se o nome que consta na nota fiscal ou no manual do proprietário é o mesmo que está na documentação atual.

Baixa quilometragem
O cliente tem que desconfiar sempre da quilometragem que está no veículo, pois hoje isso não é sinônimo de carro novo. Como não dá para confiar no hodômetro, cheque in loco se o desgaste dos pedais, dos bancos e do revestimento do volante está de acordo com a quilometragem. Veja os pneus: se a loja diz que o carro tem 20 000 km, eles não deveriam estar novos nem muito gastos, já que na média eles duram de 40 000 a 60 000 km. A placa dianteira bem riscada também pode indicar que ele já rodou mais de 50 000 km. Na dúvida, leve o veículo até uma autorizada, que pode conectar o módulo a um scanner que vai acessar sua quilometragem original.

Procedência garantida
Mesmo que uma pesquisa mostre que não há alertas de furtos ou multas em atraso, ainda há o risco de o carro ser clonado. A boa procedência só pode ser de fato comprovada se o vendedor permitir que você leve o veículo até uma dessas empresas que fazem vistorias e emitem laudos técnicos.

Impecável!
Nesse caso, verifique se há amassados nas portas (podem sofrer batidinhas em estacionamentos), rodas arranhadas (costumam ser raladas em guias) ou para-choques riscados (típicos de baliza). Os bancos têm ainda de estar limpos e sem rasgos e painel e revestimento de portas não podem ter riscos nem descolorações causadas por sol ou lavagens malfeitas. Se o vendedor vacilar ao responder qualquer pergunta, desconfie.


Contra Golpe

Os principais tipos de fraude que podem se esconder por trás de um classificado

Golpe do consórcio
O anúncio promete um automóvel contemplado em consórcio a preço camarada ou condições de pagamento facilitadas. O único "probleminha" é que o interessado tem de fazer um pagamento adiantado antes de pegar o veículo. Quando o vendedor insiste que esse adiantamento é necessário, é sinal de que deve ser um golpe. Caia fora.

Automóvel-fantasma
Os golpistas enviam fotos e informações de um carro que na verdade não existe na loja. Depois eles forçam o interessado a deixar um depósito imediatamente, sob risco de perder um ótimo negócio. Se a oferta é boa de verdade, vá logo até o local e confira de perto, mas nunca faça depósitos na conta de alguém que você não conheça.

Carro de funcionário de montadora
A pessoa afirma trabalhar em uma montadora e, por isso, teria acesso a preço muito mais baixo do que a média. Documentos falsos e até visitas à fábrica ajudam a dar veracidade à história, que termina com o golpista pedindo depósito adiantado como sinal. Como no caso do veículo-fantasma, o carro nunca existiu.

Veículo em consignação
Nesse tipo de golpe, quem perde é o vendedor. Uma loja procura o dono e o convence a deixá-lo vender seu carro em consignação. Quando ela fizer a venda, fica com uma comissão e repassa o restante do valor ao proprietário. Só que o dono descobre mais tarde que o automóvel foi vendido sem a documentação necessária ou que simplesmente desapareceu.

Automóvel apreendido
Há anúncios com preços muito baixos sob argumento de que são unidades apreendidas pela polícia. Automóveis nessas condições em geral são vendidos em leilões públicos, com direito a visita no local, e não em anúncios individuais.


Identificando uma boa oficina
Se você não tem uma oficina ou mecânico de confiança para avaliar seu usado, a gente dá as dicas para você encontra



Saiba escolher uma boa oficina

Quando você vai comprar um carro usado, é imprescindível que você peça para um mecânico fazer uma avaliação do veículo. Pois então, se você não tem um mecânico ou oficina de confiança, precisa encontrar um. Encontrar um esse profissional ou estabelecimento é como procurar por um bom médico: referências positivas são fundamentais.

Mas, se você não tem indicações, temos algumas dicas que certamente o ajudarão a fazer a melhor escolha. Confira abaixo:

A primeira providência é ter atenção aos detalhes. Uma visita à oficina pode responder várias dúvidas. Antes de solicitar um orçamento, confira se o local é limpo e organizado e se os funcionários estão vestidos de forma adequada (e limpa) para exercer o trabalho.

Se você optar por deixar seu carro na oficina, é importante que a empresa forneça uma ficha completa a respeito do estado do veículo, indicando quantidade de combustível, avarias na carroceria, quilometragem marcada no hodômetro e presença de acessórios, (como antena, sistema de som, etc.).

Enquanto o orçamento é realizado, observe as instalações do local. Veja se as ferramentas e equipamentos estão nos lugares apropriados, confira se há preocupação em cobrir partes da carroceria e os bancos com capas protetoras.

Outro ponto fundamental é conferir os equipamentos que são utilizados nos serviços prestados pela oficina. No caso da funilaria, por exemplo, o processo de lixamento da carroceria exige um procedimento especial, para evitar novas dores de cabeça no futuro. Já na pintura, os locais devem contar com cabines ou estufas especiais. Deixar o carro “secando” ao ar livre, prática muito comum em oficinas menores e menos cuidadosas, é um processo demorado e desaconselhável.

Quanto à parte elétrica, a tecnologia empregada nos carros mais novos faz com que as oficinas precisem contar com equipamentos de última geração. Mas de nada adianta ter aparelhos modernos se a mão de obra não é qualificada. Uma das melhores maneiras de descobrir a qualidade do serviço é pelos certificados ou atestados emitidos por entidades reconhecidas no setor, como IQA, ASE e o CESVI Brasil.

Outra recomendação é questionar o funcionário sobre os serviços que serão realizados no veículo antes de autorizar o conserto. Ele deverá explicar tudo que precisará ser feito em seu carro e esclarecer suas dúvidas. Vale a pena também checar, por meio do CNPJ, se a oficina não tem queixas registradas junto ao Procon. Na hora de retirar seu veículo, o estabelecimento deve apresentar todas as peças que foram trocadas e fornecer as notas fiscais referentes aos serviços feitos no carro.


Dicas sobre a documentação de carros usados
Se você não quiser arcar com o despachante, veja como proceder com a documentação do seu usado.



Cuidados com a documentação do carro usado

Além dos quesitos básicos – como preço, estado de motor, freios, carroceria etc. – a serem avaliados ao comprar um o veículo, a documentação é parte crucial a ser levada em conta durante toda a transação.

Primeiro, peça ao lojista ou ao atual proprietário o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) e faça um levantamento junto ao Detran (Departamento de Trânsito) local. Trata-se da melhor maneira de descobrir se o seu futuro carro tem multas ou pendências financeiras. Cheque ainda se os documentos são autênticos. Verifique se o número do chassi gravado no veículo confere com o do documento. Depois de a venda ser concretizada, você precisa efetuar a transferência do veículo para o seu nome. O prazo legal é de 30 dias após a data de assinatura do recibo. Você pode optar por utilizar os serviços de um despachante ou realizar o procedimento por conta própria.

Para fazer a solicitação, o requerente deve ser o (novo) proprietário do veículo ou procurador legal através de procuração por instrumento público, com firma reconhecida por autenticidade. Fica dispensada a procuração quando provado o grau de parentesco de : avós, pais, irmãos, filhos e cônjuges.

Adquira em qualquer papelaria o formulário RENAVAM em duas vias, preencher com letra de forma legível – ou preencha o formulário online no site do DETRAN e imprima. Com ele você dará início ao processo de transferência.

Confira, abaixo, a relação de documentação e os procedimentos para o maioria dos estados.

Dirija-se a um banco autorizado (não é necessário ser cliente) e apresente cópia ou original do CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo.

O sistema bancário fornecerá os possíveis débitos referentes ao seguro obrigatório, multas e IPVA. Havendo débitos, efetue o pagamento no próprio banco e recolha a taxa de R$ 155,08 referente a transferência do veículo.

O banco emitirá um único comprovante de pagamento reunindo todas as taxas, com a devida “autenticação digital”.

Caso o veículo esteja registrado em outro estado ou município, o futuro proprietário deve realizar procedimentos adicionais para registrar e emplacar o carro no DETRAN de sua cidade.

Primeiro, é preciso seguir todos os passos acima para passar o veículo para o nome do novo proprietário. Feito isso, basta ir até um banco para recolher a taxa do serviço de lacração.

Depois, o proprietário precisa entregar toda a documentação no setor de classificação do DETRAN de sua cidade e dar entrada na nova documentação na seção de Certificado de Registro do Veículo.

Por fim, o carro será lacrado no mesmo local da vistoria do DETRAN na cidade correspondente. O veículo precisa estar sem débitos ou bloqueio na Justiça e licenciado. O comprovante de pagamento da relação deve ser apresentado na hora da lacração.

Documentos necessários

Quando o veículo for adquirido de pessoa jurídica, deve-se juntar cópia do contrato social, identificando a pessoa autorizada.

Cópia do comprovante de residência, emitido até 3 (três) meses anteriores à data de solicitação realizada pelo interessado, que poderá ser: energia elétrica, água, gás, telefone, internet, IPTU, condomínio, extrato bancário, INSS, plano de saúde, mensalidade escolar, contrato de financiamento do veículo e contrato de locação.

Original do comprovante bancário, com a taxa de transferência e eventuais débitos anteriores quitados. (é aconselhável tirar uma cópia, que deve ser guardada para comprovação posterior, se necessário).

Original do CRV – Certificado de Registro do Veículo preenchido, datado e assinado, com firma reconhecida por autenticidade em cartório.

Decalque legível do chassi.

Decalque legível do motor.

Em caso específico de reserva de domínio (financiamento, leasing ou outras modalidades de alienação), anexar contrato original devidamente preenchido e assinado com firma reconhecida de seus signatários (comprador, credor, testemunhas e avalistas).

Protocole a documentação e o formulário do RENAVAM para transferência na Seção do CRV .

Informações adicionais

Aos veículos da Capital classificados na Espécie Tipo – passageiro/automóvel, não é exigido vistoria do chassi.

O DETRAN fornece gratuitamente a pesquisa de baixa de gravame (comprovação de quitação de financiamento ou outro tipo de alienação) na Seção de Prontuário, pesquise antes de protocolar a documentação na Seção CRV.

Se a firma do vendedor for reconhecida em outro Estado da Federação, o adquirente deverá reconhecer a firma do tabelião junto a qualquer cartório instalado no âmbito do Distrito Federal (procedimento denominado sinal público).


Negociação na hora de comprar um usado
Não fique refém do vendedor. Aprenda a virar o jogo e conheça as melhores técnicas para negociar e conseguir bons descontos.



Dicas de negociação

Uma compra pode ser tanto um motivo de satisfação quanto de frustração. Quem não conhece a história de alguém que queria um carro básico e acabou saindo da loja com um modelo completo? Ou do cliente que precisava um hatch e o vendedor convenceu-o a levar um sedã? Para evitar arrependimentos e garantir a satisfação, a ferramenta importante é a negociação bem feita na hora da compra. Acompanhe a seguir um roteiro com passos básicos para você fazer sempre um bom negócio.

Não tenha pressa

O argumento de vendas mais batido do mundo ainda é usado justamente porque funciona. A fim de fechar negócio rapidamente, vendedores dizem que a oferta vai acabar no mesmo dia, que não há outros carros como aquele ou que antes alguém veio ver o modelo da vitrine, gostou e deve voltar à tarde para levá-lo. Não caia nessa.

O primeiro cuidado que se deve ter é evitar a compra por impulso. Lembre-se sempre de que um bom negócio precisa de tempo para amadurecer. Além disso, há sempre outra concessionária que vai ter oferta semelhante. O ideal é voltar no dia seguinte. Se o negócio ainda continuar atrativo, então pode assinar o cheque.

Saiba o que quer

Bons vendedores costumam ser reconhecidos por fazer alguém levar um modelo diferente do que procurava. Boa lábia, falta de tempo para pensar e um financiamento longo de parcelas baixas podem fazer maravilhas. Antes de entrar na loja, tenha em mente de que modelo você precisa, os opcionais e o máximo que está disposto a pagar.

Procure se informar sobre valores de seguro, manutenção, economia de combustível, tamanho de porta-malas, oferta de itens de série, desvalorização do usado, preço etc. De preferência, faça isso antes pela internet. Em caso de dúvida entre modelos diferentes, faça o test-drive e converse com proprietários.

Prefira comprar versões mais sofisticadas, que já trazem de série determinados itens, como direção hidráulica ou trio elétrico, em vez colocá-los num carro pelado. Isso porque, quando ele se tornar um usado, seu valor de tabela tende a levar em conta apenas o que ele trazia de fábrica. Na revenda, esse valor que você gastou a mais se perderá. Isso é importante porque as concessionárias lucram um bom dinheiro com a venda de opcionais e acessórios.

Imponha-se na negociação

Uma das técnicas mais usadas pelos vendedores é de não deixar que o consumidor diga o que quer, oferecendo a ele um negócio da China. Ouça o vendedor, mas comande a negociação. Diga a ele exatamente o que procura e quanto e como pretende pagar. Se o vendedor insistir na oferta e ela não lhe trouxer nenhum benefício, deixe claro que não se interessa. Isso coloca você em posição de vantagem, mostrando que não será um cliente fácil de convencer.

Também determine os tempos de negociação. Se estiver em processo de pesquisa de preços, diga que tem pouco tempo. É comum um vendedor dizer que vai consultar o gerente em busca de uma oferta melhor quando a intenção é apenas ganhar tempo e vencer o cliente pelo cansaço. Não espere demais por uma resposta e programe-se para gastar de 15 a 30 minutos em cada concessionária. Quando decidir que vai fechar negócio, tire o tempo que for necessário para negociar, mesmo que seja o dia inteiro. Isso evitará que sua ansiedade e pressa atrapalhe um bom negócio.

Pesquise e compare

Definido o modelo que você quer adquirir, pesquise preços em jornais, internet, concessionárias e até mesmo em lojas independentes que vendem carros novos. Verifique nos serviços de proteção ao consumidor, como Procon e Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), se não há queixas contra a concessionária ou loja que você procurou. Já houve muitos casos de empresas em processo de falência que continuaram a vender carros e não entregaram os pedidos.

Ao pesquisar, tenha os preços e as listas de equipamentos detalhados sempre à mão, para poder usá-los na fase final da negociação. Não confie na memória. Prefira também as empresas que lhe prestarem o melhor atendimento. De posse dos orçamentos, compare-os. A comparação é hoje uma grande arma para o consumidor. Leve em conta tanto os preços de compra à vista quanto as taxas de juros. Para comparar as taxas, peça orçamentos sempre com os mesmos parâmetros, ou seja, entrada e número de parcelas iguais.

Jornal ou internet na mão

Se você for visitar concessionárias motivado por anúncios em jornais ou internet, ligue antes para saber se as ofertas ainda estão válidas. Também serve para descobrir as exceções que se escondem nas letras miudinhas que ficam no canto do anúncio. Leve sempre o jornal para checar as informações ou até mesmo para ir a uma loja concorrente e usá-las para conseguir um desconto maior. Sempre funciona.

Arte de pechinchar

Quando definir o modelo e a concessionária, comece a pechinchar. Um grande argumento é o pagamento à vista. Quando se fala em pagamento em dinheiro, o poder de barganha é muito maior. Tanto nas vendas a prazo quanto à vista, a revenda recebe todo o dinheiro de uma vez, seja do cliente, seja da financeira. A preferência por vendas à vista se deve ao fato de o dinheiro entrar em caixa mais rápido e de não depender de aprovação de crédito ou entrega de documentos.

Para o consumidor, a vantagem aqui é a maior facilidade de obter descontos, uma vez que venda efetivada também significa o pagamento de comissão para o vendedor, que se torna um aliado nessa empreitada.

Carros que não enfrentam filas de espera têm desconto médio de 10%, com picos de 15%, no máximo, sobre a tabela. Assim, quando o vendedor falar que um modelo custa 40 000 reais, ofereça 36 000 reais à vista. Mas não seja inflexível, sob pena de travar a negociação.

De contra-oferta em contra-oferta, o desconto pode ser bastante atraente.

Nas compras a prazo, conseguir descontos é um pouco mais difícil e sempre se corre o risco de a tabela de juros aplicada incluir algum retorno à revenda. Portanto, o ato de pechinchar pode incluir não só o preço, mas outras vantagens, como o pagamento do IPVA, seguro ou a inclusão de tapetes, protetor de cárter ou mesmo do CD player. Informe-se sobre o valor desses acessórios, para saber se a oferta vale a pena ou se é melhor você comprá-los por conta própria.


Financiamento de usados
azer as contas é fundamental para saber se vale a pena parcelar um seminovo ao invés de investir em um zero-quilômetro.



Opção de compra de carro usado

Vale a pena financiar um carro usado? A grande oferta de veículos e também de crédito muitas vezes leva o consumidor a ficar em dúvida se compensa esticar o financiamento e adquirir um automóvel zero quilômetro ou se troca seu usado por um outro usado, sendo este mais novo.

Há vários pontos de vistas a considerar. Para quem, por exemplo, não tem toda a quantia para comprar um zero quilômetro (seja à vista ou com entrada mais saldo financiado), mas que preza por um carro mais completo, com itens de segurança (airbags e freios ABS) e de conforto (ar condicionado, direção hidráulica e acionamento elétrico de vidros e travas das portas), a aquisição de um modelo usado com dois, três anos de uso seja bastante interessante.

Afinal, um semi-novo, carregando os mesmos itens, no mínimo será entre 15% e 30% mais em conta que o automóvel zero-quilômetro correspondente. Isso, claro, levando-se em conta a média de depreciação inerente a cada modelo. Mas quem fizer essa opção deve saber que vai precisar ter paciência e perseverança para garimpar um modelo em boas condições mecânicas.

Quem não abre mão de usufruir da garantia de fábrica, item que as montadoras vem estendendo como forma de se diferenciar da concorrência (chegando, em alguns casos, até a cinco anos), vai encontrar essa essa segurança somente em um veículo novo. Não há como desprezar, ainda, o fator psicológico de contar com um carro novo, seja em termos de satisfação e realização pessoal ou mesmo da sensação de segurança quanto à confiabilidade do produto.

É imprescindível que o comprador que abriu mão de itens de conforto e segurança, em favor de um zero-quilômetro (seja por qual razão) primeiro cumpra com todos os requisitos para manter a garantia do seu veículo e, segundo, não se frustre pela ausência desses equipamentos que abriu mão.

Se você não faz questão de uma coisa nem outra, mas está em busca do melhor negócio, tudo é uma questão de fazer contas. Com valores equivalentes de entrada e do valor do carro, calcule as taxas de crédito, impostos e o valor das prestações com os juros que estão sendo oferecidos nos dois casos e faça a soma.

Afinal, vale lembrar que os juros cobrados no financiamento do veículo usado são sempre mais caros, quando não o dobro do que o cobrado nas operações com caros novos – que contam, quase sempre, com subsídios das montadoras através de seus próprios bancos.

O valor final que você encontrará nas duas situações é o quanto você pagará, no final do financiamento, por cada um dos carros. Antes de tomar a decisão é preciso, ainda, somar os valores de seguro, eventuais acessórios que você acrescente ao veículo zero ou algum reparo que seja necessário no semi-novo.
Com esses dois valores em mãos, você estará municiado para, então, tomar a decisão racional desse dilema.


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