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Clima

O clima de Brasília é o tropical com estação seca (do tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperaturas médias mensais sempre superiores a 18 °C e precipitação média de 1.540 milímetros anuais, concentrados entre os meses de outubro e abril, ocorrendo sob a forma de chuva e, algumas vezes, de granizo. Durante a estação seca (maio a setembro), os níveis de umidade relativa do ar caem bastante, ficando muitas vezes abaixo de 30%.


Histórico

Desde 1961 (a partir de 21 de agosto) a menor temperatura já registrada em Brasília foi de 1,6 °C em 18 de julho de 1975, e a máxima histórica atingiu 35,8 °C em 28 de outubro de 2008, seguido pelos 35 °C registrados em 15 de outubro de 2014.

O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 132,8 milímetros (mm) em 15 de novembro de 1963. Outros grandes acumulados foram 131 mm em 21 de abril de 1992, 111,8 mm em 31 de março de 1964, 110,7 mm em 28 de fevereiro de 2005, 106,8 mm em 22 de dezembro de 1963, 103,1 mm em 27 de outubro de 2006 e 102,1 mm em 29 de outubro de 2000.

Em janeiro de 1979 foi observado o maior volume total de chuva em um mês, de 602,4 mm. O menor índice de umidade do ar foi de 10% em setembro de 2011, nos dias 5 e 9 daquele mês, sendo que o recorde anterior havia sido de 11% em 7 de agosto de 2002. Em 10 de junho de 1985, foi registrada pela primeira vez a ocorrência de geada, quando a temperatura mínima chegou a 3,3 °C, a mais baixa registrada em um mês de junho. Na tarde do dia 1º de outubro de 2014, também foi registrada pela primeira vez a formação de um tornado, observado na região do Aeroporto JK, onde os ventos atingiram a velocidade de 95 km/h.


Estações do ano

Embora no inverno faça frio à noite (e principalmente de madrugada), de dia o sol não perdoa. No auge da tarde, a umidade cai a 17% ou menos.

Uma sombra é suficiente para se ignorar o calor. O vento e a evaporação instantânea da transpiração pela secura do ar em movimento são suficientes para eliminar o desconforto — e o visitante arrisca não perceber a necessidade de ingerir muito líquido para repor as perdas. Caminhar sob sol alto é pouco recomendável.

Por etapas, o frio costuma ser mais intenso a partir de junho. Nas festas juninas, já é clássico. A grama resseca, muitas árvores perdem as folhas — e algumas dão flores! Em agosto, uma ponta de cigarro já é suficiente para incendiar a grama, ou a vegetação do cerrado; poeira e fumaça geram uma névoa seca, através da qual o sol poente parece uma bola de fogo mortiço — capaz de cegar, mesmo assim.

Havendo demora (ou insuficiência) nas chuvas do início da primavera, setembro e até outubro podem ser meses de calor intenso e secura crescente, à medida em que o sol torna a percorrer uma trajetória (aparente) mais alta.

A transição da seca para a primavera efetiva costuma ser acompanhada de tempestades de vento, com atividade elétrica intensa — descarga da estática acumulada — e sair de casa sem desconectar o modem da linha telefônica e/ou da placa de rede, num belo dia de sol, pode causar prejuízo concreto. Ouvindo som de metralha no vidro das janelas, é provável que se trate de chuva de granizo.

O verão costuma apresentar chuvas freqüentes, localizadas, em dias de sol com nuvens brancas que se deslocam em manada — pode-se ver, no horizonte, duas ou três nuvens despejando um chuveiro vertical em diferentes áreas. É comum deparar com a transição do asfalto seco para uma dessas chuvas de verão, na estrada, e ultrapassá-la minutos adiante.

Mas há verões — ou períodos dentro deles — de muito sol, pouca chuva e até sem brisa, gerando um calor capaz de incomodar; como também longos períodos de céu nublado, tempo úmido, e um chuvisco persistente.

Da mesma forma, às vezes há períodos dentro do verão em que parece chover 40 dias quase sem parar, alternando chuviscos, garoa etc.

Essas alternâncias — como, de resto, em todas as outras estações — depende menos da trajetória local do sol ou da duração dos dias e noites, do que das frentes frias que se despregam do pólo sul, em ritmo mais ou menos freqüente; de eventuais barreiras encontradas ao avanço dessas frentes frias na área continental (massas estacionárias de ar quente etc.); e até das variações de correntes marítimas, como El Niño, La Niña, etc.

A transição do verão para o outono (as "águas de março") costuma trazer novos conflitos atmosféricos — faíscas e chuva com ventania —, caracterizados (como no início da primavera) por céu inteiramente coberto, de horizonte a horizonte.

A partir daí, dependendo da persistência ou não de mais algumas chuvas, a vegetação inicia o período de ressecamento crescente, que em geral culmina em agosto, podendo estender-se, às vezes, um pouco mais.


Dados Climatológicos

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 32,6 31,2 32,1 31 29,8 28,9 30,3 33 34,2 35,8 33,3 33,7 35,8
Temperatura máxima média (°C) 26,9 26,7 27,1 26,6 25,7 25,2 25,1 27,3 28,3 27,5 26,6 26,2 26,6
Temperatura média (°C) 21,2 21,3 21,5 20,9 19,6 18,5 18,3 20,3 21,7 21,6 21,1 21 20,6
Temperatura mínima média (°C) 17,4 17,4 17,5 16,8 15 13,3 12,9 14,6 16 17,4 17,5 17,5 16,1
Temperatura mínima absoluta (°C) 12,2 11 14,5 10,7 3,2 3,3 1,6 5 9 10,2 11,4 13,5 1,6
Precipitação (mm) 247,4 217,5 180,6 123,8 38,6 8,7 11,1 13,9 55,2 166,6 231,1 246 1 540,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 17 14 13 9 3 1 1 1 5 13 16 18 111
Umidade relativa (%) 76 77 76 75 68 61 56 49 53 66 75 79 67,6
Horas de sol 154,4 157,5 180,9 201,1 234,3 253,4 266,5 262,9 203,2 168,2 142,5 138,1 2 363




 

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