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  RESERVATÓRIOS E BACIAS HIDROGRÁFICAS DO DF

Sistema Produtor Principais Mananciais Principais Regiões Administrativas (RA) do DF e Sedes Urbanas Atendidas
TORTO / SANTA MARIA Barragem Santa Maria e Ribeirão do Torto Brasília, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Itapoã, Jardim Botânico, Paranoá, SCIA, SIA, Sudoeste/Octogonal e Varjão.
DESCOBERTO Barragem do Rio Descoberto Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga e Vicente Pires.
SOBRADINHO/ PLANALTINA Superficiais (Rio Pipiripau e outros) e subterrâneos Planaltina, Sobradinho e Sobradinho II.
BRAZLÂNDIA Superficiais e subterrâneos Brazlândia
SÃO SEBASTIÃO Poços São Sebastião

  Aonde vai faltar água ? CAESB/DF

  Mapa do Racionamento de Água no DF - CAESB/DF

  Nível Diário dos Reservatórios - ADASA/DF

Mapa Hidrográfico Brasília / DF

   O Distrito Federal é abastecido por 7 bacias hidrográficas : Descoberto, São Bartolomeu, Maranhão, Preto, São Marcos, Corumbá e a bacia do Lago Paranoá. A única bacia contida inteiramente no Distrito Federal é a do Paranoá, cuja barragem permite a existência do lago.

A bacia do Rio Descoberto tem uma área total aproximada de 792 quilômetros quadrados. Seus principais corpos d'água são: rio e barragem do Descoberto; ribeirões Rodeador, das Pedras e Melchior. Já os seus principais centros urbanos estabelecidos são Taguatinga, Brazlândia, Ceilândia e Samambaia.

O uso do solo é assim distribuído: agrícola, 41,2%; urbano, 8,6%; campos, 34,6%; cerrado, 2,0%; corpos d'água, 1,0%; mata, 7,6%; reflorestamentos, 4,3%; e solo exposto, 0,7%. O mais importante corpo dágua da bacia é a Barragem do Descoberto, responsável por 67,2% do abastecimento de água potável consumida no Distrito Federal. A bacia compreende as zonas de amortecimento e de transição estabelecidas pela Reserva da Biosfera do Cerrado Fase I.

Às margens da Barragem do Descoberto ergueu-se, a cidade de Águas Lindas de Goiás, intervindo na qualidade da água para o abastecimento da população da própria cidade e do Distrito Federal. Até 2005, o Rio Melchior recebia esgotos in natura de Taguatinga e Ceilândia. Era o mais poluído do DF. Águas poluídas, oriundas de núcleos urbanos da região, ainda deságuam no Rio Descoberto e chegam ao Rio Corumbá, acima do local onde foi construída a Barragem Corumbá IV. O objetivo dessa barragem é produzir energia e captar água para o abastecimento do DF e Entorno. Assoreamento, decorrente da erosão, e poluição por agrotóxicos e fertilizantes também são observados na bacia.

A bacia do Rio São Bartolomeu tem uma área total aproximada de 1.554 quilômetros quadrados. Seus principais corpos d'água são o Rio São Bartolomeu e os ribeirões Mestre DArmas, Pipiripau, Sobradinho e Taboca. Já os principais centro urbanos são Sobradinho, Planaltina e São Sebastião. O uso do solo é distribuído da seguinte maneira: agrícola, 52,7%; urbano, 4,3%; campos, 21,7%; cerrado, 8,51%; corpos d'água, 0,14%; mata, 10,7%; reflorestamentos, 1,1%; e solo exposto, 0,85%.

O Rio São Bartolomeu é o maior do Distrito Federal. Parte da bacia que se encontra sob forma de vegetação original ou está associada a relevos de grande declividade ou estáprotegida na forma de unidades de conservação. Destaque especial para a Estação Ecológica de Águas Emendadas. A bacia é considerada grande corredor ecológico entre os principais remanescentes da cobertura vegetal nativa da região.

A partir da década de 1980, a grilagem de terras, a instalação de condomínios irregulares e a ocupação desordenada do solo alteraram o perfil da bacia, inviabilizando a construção da Barragem do São Bartolomeu para ampliar o abastecimento de água do DF. O Ribeirão Pipiripau corta a área agrícola de Planaltina e está contaminado por agrotóxicos e fertilizantes. Nele existem conflitos entre irrigações em núcleos rurais e o abastecimento de novos núcleos urbanos. O Ribeirão Sobradinho recebe o esgoto de Sobradinho, tratado de forma insuficiente. A estação ecológica Águas Emendadas corre o risco de ficar ilhada. As áreas ocupadas pela agricultura em sua zona de amortecimento chegaram a 40,4% em 2003, e as de uso urbano chegaram a 5%.

A bacia do Rio Maranhão possui uma área total aproximada de 775 quilômetros quadrados. Os principais corpos d'água são: Rio Maranhão, Ribeirões Contagem e Sonhem e Córrego Vereda Grande. Embora não existam áreas urbanas consolidadas, há ali pequenas vilas, parte do Lago Oeste e o núcleo rural Alexandre Gusmão. O uso do solo fica distribuído da seguinte forma: agrícola, 33,5%; urbano, 0,54%; campos, 32,4%; cerrado, 10,1%; corpos d'água, 0,01%; mata, 21,8%; reflorestamentos, 0,35%; e solo exposto, 1,3%.

A bacia do Rio Maranhão é considerada nossa bacia mais bonita. Localiza-se em região montanhosa e é relativamente bem preservada. Algumas das atividades nela desenvolvidas são: agropecuária extensiva, mineração (argilas, lateritas, brita calcária e areia), fábricas de cimento e usinas de asfalto. Como o Rio Maranhão não é utilizado pela CAESB para a captação de água ou disposição de esgotos, a situação da bacia não é monitorada regularmente. Além da Estação Ecológica de Águas Emendadas, outra importante unidade de conservação situada nessa bacia é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Cafuringa.

A bacia enfrenta problemas decorrentes do processo de urbanização e de exploração desordenada de seus recursos. A cidade de Planaltina de Goiás, por exemplo, busca água nessa bacia. O Ribeirão Sonhem recebe efluentes sem tratamento de pequenos parcelamentos urbanos próximos a Sobradinho e das fábricas de cimento.

A bacia dos rios Preto e São Marco têm uma área total aproximada de 1.384 quilômetros quadrados. Seus principais corpos d'água são: rios Preto e Jardim; ibeirões Extrema, Barro Preto e Cariru. Não existem áreas urbanas consolidadas na bacia.O uso do solo fica distribuído da seguinte forma: agrícola, 80,71%; urbano, 0%; campos, 9,72%; cerrado, 1,2%; corpos d'água, 0,05%; mata, 6,9%; reflorestamentos, 0,12%; e solo exposto, 1,3%.

A bacia do Rio Preto é eminentemente agrícola, orientada para a monocultura. Possui cerca de 7 mil hectares de área irrigada no DF, a maior parte por pivôs centrais. É a bacia de maior produção agropecuária. O potencial hidrelétrico da região vem sendo explorado pela usina hidrelétrica de Queimados. A bacia encontra-se pouco protegida por unidades de conservação, quando comparada a outras do DF. Apesar da importância dessa bacia, seu monitoramento é deficiente.

Impactos ambientais da bacia do Rio Preto: uso demasiado dos recursos hídricos para irrigação; contaminação de águas superficiais e subterrâneas e dos solos por insumos agrícolas; desmatamentos e queimadas para manutenção/ampliação das áreas de uso agropecuário; existência de um projeto para o aproveitamento do potencial agrícola da região que prevê a construção de 26 barragens nos afluentes do Rio Preto; e fragmentação de áreas naturais.

A bacia do Rio São Marcos situa-se a sudeste do DF e ocupa uma área restrita de seu território; é ocupada por propriedades rurais com atividade agropecuária extensiva. Os principais impactos ambientais: desmatamento e queimadas para manutenção/ampliação das áreas de uso agropecuário; forte tendência para a agricultura mecanizada, a irrigação com pivôs centrais e o uso intensivo de agrotóxicos em áreas no Entorno do DF.

A bacia do Rio Paranoá possui uma área total aproximada de 1.006 quilômetros quadrados. Seus principais corpos d'água são: ribeirões do Gama, Cabeça de Veado, Capetinga, Taquara, Bananal e Torto; córregos do Guará, Vicente Pires, Riacho Fundo e Acampamento. Seus principais centros são: Brasília, Candangolândia, Riacho Fundo I e II, Guará I e II, Águas Claras, Cruzeiro, Setor Sudoeste, Lagos Norte e Sul e parte de Taguatinga. Outros centros que ainda não se consolidaram são setor Noroeste, Vicente Pires, Vila Estrutural, Lago Oeste, ampliações do Riacho Fundo I e II e Setor de Mansões Park Way.

O uso do solo é destinado ao uso agrícola, 10,9%; urbano, 24,7%; campos, 22,6%; cerrado, 29,1%; corpos d'água, 4,3%; mata, 7,1%; reflorestamentos, 1%; e solo exposto, 0,3%. É a única bacia que não ultrapassa os limites do DF e a mais modificada pela ação humana, particularmente pela urbanização. É a bacia de maior ocupação humana e a mais degradada. É também a bacia mais bem monitorada em termos de qualidade da água. A barragem de Santa Maria, localizada dentro do Parque Nacional de Brasília, abastece mais de 20% da população do DF. O corpo dágua mais importante é o Lago Paranoá, que ocupa 4% da área da bacia. É de grande importância para o País, pois comporta a área tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade e a maior parte da Reserva da Biosfera do Cerrado.

Impactos ambientais da bacia do Rio Paranoá: desmatamento nas cabeceiras dos rios, que resulta em erosão e assoreamento e na perda da qualidade da água; poluição do Lago Paranoá por esgotos e ligações clandestinas de águas pluviais; ocupação desordenada do solo, como ocorreu na formação da Vila Estrutural, ao lado do maior lixão do DF, e de numerosos condomínios; expressiva impermeabilização do solo, que resulta no rebaixamento dos aquíferos; perda de biodiversidade e isolamento de áreas naturais remanescentes; e contaminação e perda de solos.

A bacia do Rio Corumbá tem área total de aproximadamente 278 quilômetros quadrados. Seus principais corpos d'água são os ribeirões Ponte Alta, Santa Maria e Alagado. Já os seus principais centros urbanos são Recanto das Emas, Gama, Santa Maria e parte de Samambaia. O uso do solo fica distribuído da seguinte forma: agrícola, 44,4%; urbano, 15,04%; campos, 30,9%; cerrado, 3,72%; corpos d'água, 0,01%; mata, 5,03%; reflorestamentos, 0%; e solo exposto, 0,9%.

A bacia do Rio Corumbá é importante do ponto de vista industrial, pois nela estão estabelecidas as Áreas de Desenvolvimento Econômico do Recanto das Emas e de Samambaia Sul, o Pólo JK e o Setor de Indústrias do Gama. Existem conflitos de uso das águas do Ribeirão Santa Maria, decorrentes da ocupação da bacia. Atividades agrícolas na bacia aumentaram significativamente o alto curso do Ribeirão Alagado. A bacia apresenta poucas áreas protegidas por Unidades de Conservação.


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