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   Sobre Propaganda

História, evolução e tendências

   História – A palavra propaganda vem do latim moderno com o significado de “para ser espalhado”. Existem vários relatos da propaganda no antigo império Romano, mas nessa época a propaganda era feita de boca-a-boca e as pessoas ainda não tinham a consciência da sua existência.

Foi na Igreja Católica no século XVII que o termo “propaganda” foi utilizado pela primeira vez. Nessa época a Igreja Católica possuía um grande poder e a propaganda foi utilizada como meio de propagação e na manutenção da fé.

Em jornais semanais na Inglaterra as propagandas começaram a aparecer no final do século XVII anunciando livros, jornais e medicamentos que eram muito requisitados na época, devido a grande incidência de doenças devastadoras no continente Europeu.

No século XIX, com o aumento da produção pelas indústrias e da economia houve uma expansão nas propagandas. Um exemplo foi nos Estados Unidos, onde os classificados tornaram-se bem populares preenchendo muitas páginas de jornal com pequenos anúncios de itens variados.

No começo do rádio em 1920 não existiam propagandas, mas com o passar do tempo e com a sua popularização cada programa passou a ser patrocinada por um anunciante, onde era feito apenas uma menção simples no inicio e outra no final.

Com o advento da era industrial, a produção em massa e a consequente necessidade de aumentar o consumo dos bens produzidos, a técnica publicitária foi-se aperfeiçoando, passando a ser mais persuasiva nas suas mensagens e perdendo, quase que por completo, o seu sentido unicamente informativo.

A concorrência entre as várias marcas, praticamente obrigou o aparecimento de um tipo de publicidade mais agressiva, chamada publicidade combativa, com a tentativa de impor um produto, ao invés de sugeri-lo. Isto deu origem a muitos excessos que só foram barrados com a entrada em vigor da legislação que regulou a atividade publicitária.

   A propaganda no Brasil - Antigamente, a única forma de propaganda no país era boca-a-boca.

Em 1808 surgiu o primeiro jornal no Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, e nele o primeiro anúncio. O anúncio inaugural, que foi de um imóvel, fundou os classificados. Logo, os anúncios imperaram por todo século com propagandas de aluguel, compra, venda de imóveis, escravos, carruagens e oferecimento de produtos ou serviços.

Rapidamente, os artigos se multiplicaram, e os serviços também. Logo após o jornal vieram alguns cartazes, painéis pintados e panfletos avulsos, que eram pregados em locais movimentados, como restaurantes e bares, ou entregues nas ruas em locais comerciais.

No inicio de 1900, começam a aparecer no Brasil as revistas, que eram mais voltadas as crônicas sociais e começaram a surgir os primeiros anúncios de página inteira, com até duas cores e ilustrações mais aprimoradas. As acomodações da fase anterior cederam lugar às novidades, aos desenhos e às cores admiráveis, por isso houve uma visível superposição.

Surgiu então, o agenciador de anúncios, uma profissão no começo interna, que foi se ampliando ao ganhar as ruas e os clientes. Foi visto então que os primórdios do negócio publicitário estariam ligados ao veículo. O agente, sozinho ou associado a outro, se transformaria em uma agência, uma empresa desenvolvida para servir o jornal e a revista, naquilo que significasse propaganda, do anunciante ao anúncio.

A primeira agência de publicidade teria surgido provavelmente em 1913, em São Paulo, e se chamava Eclética. Nessa época as propagandas estrangeiras já estavam bem mais aprimoradas, então os brasileiros começaram a importar algumas, o que não tinha muito a ver com a cultura brasileira da época. Mesmo assim, o apelo americano servia para a divulgação dos produtos.

  

Por volta de 1930 chegou ao Brasil a primeira agência de propaganda norte-americana, que trouxe a publicidade com fotos aos anúncios brasileiros.

A grande inovação para o Brasil e para a propaganda viria em 1930 com a chegada do rádio, e a partir daí a propaganda passaria a ter sons, vozes e até músicas. Nasceram assim os spots e os jingles e logo após as novelas Gessy e o repórter Esso que se transformaram em marcos daquela época. Grandes empresas já anunciavam na época, como Guaraná Antarctica, Nestlé e Coca-Cola.

No dia 18 de setembro de 1950 nasceu, em São Paulo, a primeira TV do Brasil, a TV Tupi, que revolucionaria a publicidade brasileira de uma forma nunca antes vista. Na época não havia vts, então as imagens iam ao ar ao vivo, e a maioria das propagandas eram feitas por mulheres, já que o público mais atingido a época eram as próprias mulheres. Começou a acontecer então uma disputa maior em relação ao mercado e as publicidades passaram a ser mais elaboradas.

  

Em 1953 os consumidores passaram a ter a disposição várias marcas de um mesmo produto nas gôndolas dos supermercados.

A lei da propaganda surgiu em 1968 para decidir as regras da publicidade e isso fez com que a propaganda se tornasse um setor de negócio de verdade. Nessa época surgiu a sofisticação de técnicas e ferramentas de marketing, que passaram a ser trabalhadas de forma integrada: promoção, vendas e publicidade. O setor de criação ficou mais forte e surgiu a dupla de criação que é usada até hoje.

Em 1980 foi oficializada a existência do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), que defende até hoje os consumidores de propagandas ruins ou enganosas.

   Evolução - O grande salto na evolução da propaganda se deu nos anos 90.

A tecnologia chega trazendo o CRM – customer relationship management – e as lojas virtuais.

Os avanços tornam possível a gestão de relacionamento com clientes em larga escala. além de criar uma nova via de comunicação altamente difundida com os anos.

A personalização de marca virou obrigação e o marketing passou a ser focado para a sociedade, com o foco em ações e causas sociais.

Nos anos 00' chega o mobile, internet a cabo, viralização, crossmedia, e-commerce e redes sociais.

É o primeiro exemplo de poder do cliente, desde as primeiras ideias do marketing nos anos 50. A maneira como as empresas ofertavam, comunicavam e distribuíam seus produtos mudou completamente, principalmente com o e-commerce.

A mídia espontânea e as interações sociais começam a tomar espaço da propaganda tradicional, o que mudou a forma de se fazer marketing e comunicação.

O Marketing de busca (SEO/SEM), inbound marketing, marketing de relacionamento, marketing de conteúdo chegaram.

As formas de marketing são agora focadas em como o consumidor se comporta e se relaciona com a empresa e o produto/serviço.

A ideia passa a ser inserir a marca no dia-a-dia das pessoas, esquecendo o marketing intrusivo e investindo em relacionamento.

Em 2015 acontece o fim das listas telefônicas em papel no Brasil, a drástica redução dos classificados impressos em jornais e a conversão dos canais de televisão para a era digital, focando em definitivo nos novos conceitos implantados em que as pessoas escolhem quando e onde vão assistir o que.

Hoje em dia, o Brasil é considerado a terceira potência mundial em criação publicitária, pelos elogios que recebe dos países de primeiro mundo e pela quantidade de prêmios que conquistou em festivais internacionais.

   Tendências - O foco das propagandas passa a ser a apresentação da mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo por meio do canal mais adequado, aliando a tecnologia mais evoluida disponível as expériências adquiridas na história.

Análise de dados, APP - Aplicativos, buscadores, lançamentos, promoções e descontos, redes sociais e principalmente a compreensão e satisfação dos desejos reais do cliente são as bolas da vez.

Campanhas, shows, brindes, produtos e serviços inovadores, aliados as necessidades de cada momento vão fazer a diferença nos próximos anos.

Este é um breve resumo e esperamos ter ajudado na compreensão de parte do nosso trabalho.

Quaisquer dúvidas estamos a disposição.

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