Um pacote
de medidas anunciado pelo governador
José Roberto Arruda e o secretário de
Transportes, Alberto Fraga, nesta manhã
(20), vai beneficiar os motoristas e
proprietários de táxis do Distrito
Federal. Entre as novidades apresentadas
à categoria estão facilidades para a
compra de casa própria e de veículos,
além do reajuste das tarifas.Depois
de seis anos com as tarifas congeladas,
o GDF autorizou o reajuste na
quilometragem da corrida do táxi. A
partir de primeiro de junho, a
quilometragem da bandeira I passará a
custar R$ 1,80 e a da bandeira II, R$
2,28. Atualmente, os valores da
quilometragem são de R$ 1,40 e R$ 2,10,
respectivamente. A bandeirada não terá
aumento e vai permanecer com o valor de
R$ 3,30. A hora parada vai subir de R$
18 para R$ 20. Os novos valores
representam um ajuste ponderado de
9,28%. O decreto que autoriza as
mudanças deverá ser publicado no Diário
Oficial amanhã.
De acordo com o secretário Fraga, um
estudo técnico realizado pela Diretoria
de Transporte Público Individual
demonstrou a necessidade do reajuste. “O
último reajuste concedido à categoria
dos táxis foi em 15 de janeiro de 2003,
de lá para cá houve vários aumentos no
preço da gasolina, do óleo, do pneu e
dos próprios veículos”, explica o
secretário de Transportes.
A categoria terá juros mais baixos
para a compra da casa própria em área
reservada no Setor Mangueiral. No local
estão previstas oito mil moradias, o
equivalente a 5% do programa. Os
filiados à Cooperativa dos Taxistas
poderão financiar casas e apartamentos,
por meio do programa Minha Casa Minha
Vida, do Governo Federal. O principal
requisito é que o taxista não pode ter
imóvel no DF. Até o momento, a Companhia
Imobiliária de Brasília (Terracap) já
cadastrou 357 associados.
Outra novidade é a construção de 30
abrigos de táxi em todo o DF. A tarefa
está nas mãos da Secretaria de Obras. A
localização dos pontos ainda será
definida. O governador explicou que o
espaço será nos moldes dos postos
policiais e contará com um banheiro,
armários, copa e sala de estar equipada
com ar condicionado e televisão.
“Queremos oferecer um espaço confortável
para os motoristas enquanto não
estiverem rodando pelas ruas”, explicou
Arruda.
Também será construída uma nova base
para os taxistas. A Infraero vai
destinar um lote de 20.000 m² para a
instalação de um novo ponto de apoio.
Com a ampliação do Aeroporto
Internacional Juscelino Kubistchek, a
área localizada atrás da concessionária
Esave será utilizada.
O pacote de medidas inclui ainda a
destinação de um guichê do Detran
exclusivo para o atendimento aos
taxistas e a redução da taxa de juros
para a compra de novos veículos por meio
de financiamento no Banco de Brasília (BRB).
A instituição financeira também
destinará R$ 135 por mês aos motoristas
que circularem com a publicidade do
banco nos carros fabricados a partir de
2006. “Com isso incentivamos a renovação
da frota e os taxistas ainda contam com
um patrocínio”, ressaltou Arruda.
Atualmente 600 carros em todo o DF já
circulam com o anuncio.
De acordo com o secretário de
Transportes, 82% da frota de táxis do DF
é composta por carros novos. “Com a
renovação da frota o serviço ganha mais
qualidade”, afirmou Fraga, apontando
ainda que retificou a Portaria 40/2008
que define o tipo de vestimenta do
motorista. “Antes, o taxista só podia
usar camisa social de cor única e clara,
e calça social de cor única. Agora não
há mais restrição para as cores nem para
as listras”, finaliza.
Os carros ainda ganharam nova
identidade visual. Os veículos serão
padronizados com um selo, que não
danifica a pintura.
PACOTE
I -
GDF autoriza
reajuste nas tarifas de táxis e anuncia pacote
de benefícios
27/05/2009
As tarifas dos táxis
de Brasília terão um reajuste ponderado
de 9% e o valor da hora parada, quando o
motorista fica em espera, passará de R$
18 para R$ 20. O decreto autorizando o
aumento foi assinado ontem pelo
governador José Roberto Arruda e será
publicado hoje no Diário Oficial do DF.
O reajuste vai incidir sobre o preço da
bandeirada e entrará em vigor dentro de
15 dias, prazo previsto pela Secretaria
de Transportes para fazer a adequação
dos taxímetros à nova tarifa e criar
tabelas de valores. A concessão do
aumento atende a uma antiga
reivindicação da categoria que, desde
2003, não tinha reajuste na prestação de
seus serviços.
A nova tarifa da bandeirada faz parte
de um pacote de medidas anunciada ontem
pelo governador para os taxistas. Dentre
as principais medidas que serão adotadas
pelo GDF para beneficiar a categoria
estão a redução da taxa de juros para a
compra de novos veículos e a facilidade
na aquisição de casa própria.
Pelas medidas, os motoristas filiados
à Cooperativa dos Taxistas poderão
participar do plano habitacional que
será implantado no Setor Mangueiral e
financiar casas e apartamentos dentro do
Programa Minha Casa, Minha vida. Para a
compra de novos veículos, os taxistas
terão linha de crédito no Banco de
Brasília (BRB). Além disso, o Governo do
Distrito Federal prometeu construir
abrigos de táxi nos moldes dos postos
policiais e uma nova base para os
taxistas no aeroporto, em área doada
pela Infraero. Os carros também vão ter
uma padronização visual e terão um selo
para facilitar a identificação dos
veículos.
Para o governador José Roberto
Arruda, o reajuste concedido à categoria
é mais que justo. "Os motoristas não
tinham aumento há seis anos e já não
estavam conseguindo sobreviver com o que
ganham", disse. Segundo ele, o GDF está
oferecendo também o pacote de medidas
para valorizar os taxistas e incentivar
a renovação a frota de veículos.
A categoria queria mais disse a
presidente do Sindicato de
Permissionários de Táxi e Motoristas do
Distrito Federal, Maria do Bonfin P.
Santana. O aumento na tarifa da
bandeirada não é suficiente, mas será
bem-vindo. De acordo com ela, a
categoria reivindicava um aumento de,
pelo menos, 50%, já que as perdas
acumuladas são de 63%. Ela lembra que a
defasagem nos preços está tão grande
que, atualmente, dependendo do número de
pessoas que dividirem uma corrida de
táxi, o preço pago será menor que uma
passagem de ônibus.
"Hoje existem muitos táxis e pouca
procura pelo serviço", informa a
presidente do sindicato da categoria.
Segundo ela, por ser Brasília uma cidade
atípica, com grandes distâncias e muitos
carros particulares, quando um motorista
deixa um passageiro ele demora muito
para encontrar outro.
Para o consultor da ASMOTÁXI/DF, Paulo
Ilha, isso acontece porque o sindicato
anda na contramão da história. Em países
desenvolvidos e em desenvolvimento, e
nas grandes capitais do Brasil, grande
parte do serviço de táxi é interligado
por dispositivos de chamada por rádio ou
por celular. O cliente não sai mais de
casa, arrumado, e vai procurar um ponto
de táxi para ver se tem táxi, liga para
um número e o táxi chega na porta do
cliente, sem custos adicionais, explica
o Consultor. Além disso em Brasília, os
táxis não ficam circulando como em
algumas capitais.
Para o Consultor, o Sindicato poderia se
empenhar em conseguir novas
soluções e maiores facilidades para a
população e para os taxistas do DF.
Para o secretário de Transportes,
Alberto Fraga, o reajuste de 9% servirá
para dar um fôlego à categoria. "É
pouco, mas os 40% que os taxistas
queriam é inviável diante da atual
realidade financeira do Distrito Federal
e do País", argumentou o secretário.
Segundo ele, a fama de que Brasília tem
a tarifa de táxi mais cara do País não é
verdadeira. "O preço da corrida na
capital federal deve estar em 13º lugar
no ranking das capitais", informa
Alberto Fraga.
Ele disse ainda que o GDF quer ajudar
a categoria com o reajuste na bandeirada
e o projeto de benefícios, mas quer em
troca um serviço de qualidade. "Por
isso, vamos facilitar a compra de novos
veículos e criar o selo de qualidade",
afirmou.
Com relação aos descontos nas tarifas
fornecidos por algumas empresas, Alberto
Fraga reafirma que continua proibido e
que a Secretaria de Transportes vai
aumentar a fiscalização para coibir a
prática do desconto permanente. "Só pode
haver o desconto entre o motorista e o
passageiro, de forma ocasional",
garantiu.
ENTREVISTA
EXCLUSIVA - DILVAN DA MATA -
Diretor da Sub-Secretaria
de Transporte Individual de Passageiros
do Distrito Federal
27/05/2009
wbrasilia.com
— As transferências de permissões estão
liberadas ?
DILVAN —
Não,
existem estudos para liberação junto ao
GDF.
wbrasilia.com
— Qual foi o percentual
de aumento para o Km rodado na Bandeira
I ?
DILVAN
— 28,57 % (Vinte e oito por cento).
wbrasilia.com—
Quantos e quando governo pretende
implantar os novos pontos para táxi ?
DILVAN—
Serão 30 pontos a serem implantados logo
depois do processo de licitação, já em
andamento.
wbrasilia.com—
Como os taxistas deverão se vestir ?
DILVAN
—
Calça e camisa sociais estampadas ou não
e sapato.
wbrasilia.com
— Quando o taxista terá um guichê
exclusivo para atendimento no DETRAN ?
DILVAN —
Á lei
já ampara e estou formalizando pedido
junto ao DETRAN.
wbrasilia.com
— Qual será a nova taxa
de financiamento junto ao BRB ?
DILVAN
—
Estou negociando junto ao Banco taxa de
0,99 % ao mês.
wbrasilia.com
— Todos os táxis poderão
usar a propaganda do BRB ?
DILVAN
— Todos os táxis com até 8 anos de uso.
wbrasilia.com
— Como funcionará a
isenção do IPVA ?
DILVAN
— Estou trabalhando para que a isenção
seja automática, com desburocratização
junto a Secretaria de Estado da Fazenda.
wbrasilia.com
— Haverá
isenção de IPVA para as empresas de Táxi
?
DILVAN —
Estou
fazendo gestão junto ao governo para que
isso aconteça.
wbrasilia.com —
Quais documentos
necessários para o taxista ingressar em
uma Radiotáxi ?
DILVAN
— Autorização da Radiotáxi e
documentação da regularização dos canais
de rádio junto a Anatel.
wbrasilia.com
— O taxista pode sair de uma Radiotáxi a
hora que quiser ?
DILVAN
— Sim, basta solicitar a autorização de
baixa na Radiotáxi, que deverá ser
emitida sem qualquer burocracia.
wbrasilia.com
— O wbrasilia.com ajudou
a viabilizar os projetos implantados
pelo Governo ?
DILVAN
— Sim, o wbrasilia.com nos ajudou
trazendo opiniões dos taxistas de todo o
Distrito Federal.